terça-feira, 20 de abril de 2010


Meus olhos ardem com o toque do molhado sal...

meu amor esvai-se pela pupila cansada...
tudo se move devagar, mas não consigo achar certa idéia a empregar...
por onde faço meu princípio?
e os riscos que devo ultrapassar... me falta coragem.

não sei... e penso que uma vez mais, preferirei deixar que me leve a vida, que aclarar...

Até lá, meus olhos ardem com o toque do molhado sal...

Minha Extorsão

Agonia... que vem me assolar durante a madrugada... que quer me sugar, me tragar ao

seu amargo e escuro descanso...
Agonia minha... que não bate na porta, simplesmente invade... e se esconde no meu âmago toda vez que se sente em perigo, e volta a superfície com sua exuberante presença, tomando a mim e a todos em nosso caminho... envolvendo esses pobres insetos em sua teia, onde o centro é minha morada...
Agonia, que me faz sentir minúsculos pés andando por meu coração, e
dilacerando tudo o que pode dilacerar... que toma conta de minhas ações, que toma conta de
minha audição e logo depois, dos outros sentidos...
Agonia que transforma o meu sexto sentido ao seu querer, ao prazer da dor... ao prazer que a agulha sente ao ver a linha a seguindo submissa...
Agonia... você me parece imortal... e você me tornou mortal, e me matou, e tomou conta do meu corpo... e agora, você resplandece nos meus olhos... mostra seu sorriso em meus lábios... sugou a energia de minha alma... e me transformou em... você.